Cânticos 5

APYNT vs ARC

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ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Ytoase utupi pona, kuku, ypytyme exikety.
1 Já vim para o meu jardim, irmã minha, minha esposa; colhi a minha mirra com a minha especiaria, comi o meu favo com o meu mel, bebi o meu vinho com o meu leite. Comei, amigos, bebei abundantemente, ó amados.
2 Nyhnõko exiase, yrome ukurohtao typakase exiase.
2 Eu dormia, mas o meu coração velava; eis a voz do meu amado, que estava batendo: Abre-me, irmã minha, amiga minha, pomba minha, minha imaculada, porque a minha cabeça
3 Yrome tupoke pyra ase, touse ya.
3 Já despi as minhas vestes; como as tornarei a vestir? Já lavei os meus pés; como os tornarei a sujar?
4 Tomary tyrise omõtoh pokona ypyno exikety a,
4 O meu amado meteu a sua mão pela fresta da porta, e o meu coração estremeceu por amor dele.
5 Towõse ywy etapuruhmakatohme, ypyno exikety omõtohme.
5 Eu me levantei para abrir ao meu amado, e as minhas mãos destilavam mirra, e os meus dedos gotejavam mirra sobre as aldravas da fechadura.
6 Mame omõtoh etapuruhmakase ypyno exikety omõtohme repe,
6 Eu abri ao meu amado, mas já o meu amado se tinha retirado e se tinha ido; a minha alma tinha-se derretido quando ele falara; busquei-o e não o achei; chamei-o, e não me respondeu.
7 Pata erase tõ jenease;
7 Acharam-me os guardas que rondavam pela cidade, espancaram-me e feriram-me; tiraram-me o meu manto os guardas dos muros.
8 Ynara ãko ase oya xine, nohpo tomo, Jerusarẽ põkomo:
8 Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que, se achardes o meu amado, lhe digais que estou enferma de amor.
9 Omoro, oryximehxo exikety, imehnõ nohpo tõ motye, yna zuruko:
9 Que é o teu amado mais do que outro amado, ó tu, a mais formosa entre as mulheres? Que é o teu amado mais do que outro amado, que tanto nos conjuraste.
10 — ausente —
10 O meu amado é cândido e rubicundo; ele traz a bandeira entre dez mil.
11 — ausente —
11 A sua cabeça é como o ouro mais apurado, os seus cabelos são crespos, pretos como o corvo.
12 Enuru utukuimo enuru sã mana iporiry ehpio exikety samo,
12 Os seus olhos são como os das pombas junto às correntes das águas, lavados em leite, postos em engaste.
13 Ẽmyty enekure mana, tupito po otyro typoxine exiketõ arykahpyry samo.
13 As suas faces são como um canteiro de bálsamo, como colinas de ervas aromáticas; os seus lábios são como lírios que gotejam mirra.
14 Emary tõ kure rokẽ mã tyrise,
14 As suas mãos são como anéis de ouro que têm engastadas as turquesas; o seu ventre, como alvo marfim, coberto de safiras.
15 Jaxiry maamore risẽ sã mana xikihme, tapõ po uuru risẽ kurã po.
15 As suas pernas, como colunas de mármore, fundadas sobre bases de ouro puro; o seu aspecto, como o Líbano, excelente como os cedros.
16 Anusasame mana ĩtapihpyry potyry ya,
16 O seu falar é muitíssimo suave; sim, ele é totalmente desejável. Tal é o meu amado, e tal o meu amigo, ó filhas de Jerusalém.

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