Marcos 4

VC vs ARC

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ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Jesus pôs-se novamente a ensinar, à beira do mar, e aglomerou-se junto dele tão grande multidão, que ele teve de entrar numa barca, no mar, e toda a multidão ficou em terra na praia.
1 E outra vez começou a ensinar junto ao mar, e ajuntou-se a ele grande multidão; de sorte que ele entrou e assentou-se num barco, sobre o mar; e toda a multidão estava em terra junto ao mar.
2 E ensinava-lhes muitas coisas em parábolas. Dizia-lhes na sua doutrina:
2 E ensinava-lhes muitas coisas por parábolas e lhes dizia na sua doutrina:
3 Ouvi: Saiu o semeador a semear.
3 Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear.
4 Enquanto lançava a semente, uma parte caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a comeram.
4 E aconteceu que, semeando ele, uma
5 Outra parte caiu no pedregulho, onde não havia muita terra; o grão germinou logo, porque a terra não era profunda;
5 E outra caiu sobre pedregais, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque não tinha terra profunda.
6 mas, assim que o sol despontou, queimou-se e, como não tivesse raiz, secou.
6 Mas, saindo o sol, queimou-se e, porque não tinha raiz, secou-se.
7 Outra parte caiu entre os espinhos; estes cresceram, sufocaram-na e o grão não deu fruto.
7 E outra caiu entre espinhos, e, crescendo os espinhos, a sufocaram, e não deu fruto.
8 Outra caiu em terra boa e deu fruto, cresceu e desenvolveu-se; um grão rendeu trinta, outro sessenta e outro cem.
8 E outra caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu; e um produziu trinta, outro, sessenta, e outro, cem.
9 E dizia: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!
9 E disse-lhes: Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça.
10 Quando se acharam a sós, os que o cercavam e os Doze indagaram dele o sentido da parábola.
10 E, quando se achou só, os que estavam junto dele com os doze interrogaram-no acerca da parábola.
11 Ele disse-lhes: A vós é revelado o mistério do Reino de Deus, mas aos que são de fora tudo se lhes propõe em parábolas.
11 E ele disse-lhes: A vós vos é dado saber os mistérios do Reino de Deus, mas aos que estão de fora todas
12 Desse modo, eles olham sem ver, escutam sem compreender, sem que se convertam e lhes seja perdoado.
12 para que, vendo, vejam e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não entendam, para que se não convertam, e lhes sejam perdoados os pecados.
13 E acrescentou: Não entendeis essa parábola? Como entendereis então todas as outras?
13 E disse-lhes: Não percebeis esta parábola? Como, pois, entendereis todas as parábolas?
14 O semeador semeia a palavra.
14 O que semeia semeia a palavra;
15 Alguns se encontram à beira do caminho, onde ela é semeada; apenas a ouvem, vem Satanás tirar a palavra neles semeada.
15 e os que estão junto ao caminho são aqueles em quem a palavra é semeada; mas, tendo eles a ouvido, vem logo Satanás e tira a palavra que foi semeada no coração deles.
16 Outros recebem a semente em lugares pedregosos; quando a ouvem, recebem-na com alegria;
16 E da mesma sorte os que recebem a semente sobre pedregais, que, ouvindo a palavra, logo com prazer a recebem;
17 mas não têm raiz em si, são inconstantes, e assim que se levanta uma tribulação ou uma perseguição por causa da palavra, eles tropeçam.
17 mas não têm raiz em si mesmos; antes, são temporãos; depois, sobrevindo tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam.
18 Outros ainda recebem a semente entre os espinhos; ouvem a palavra,
18 E os outros são os que recebem a semente entre espinhos, os quais ouvem a palavra;
19 mas as preocupações mundanas, a ilusão das riquezas, as múltiplas cobiças sufocam-na e a tornam infrutífera.
19 mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas, e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera.
20 Aqueles que recebem a semente em terra boa escutam a palavra, acolhem-na e dão fruto, trinta, sessenta e cem por um.
20 E os que recebem a semente em boa terra são os que ouvem a palavra, e
21 Dizia-lhes ainda: Traz-se porventura a candeia para ser colocada debaixo do alqueire ou debaixo da cama? Não é para ser posta no candeeiro?
21 E disse-lhes: Vem,
22 Porque nada há oculto que não deva ser descoberto, nada secreto que não deva ser publicado.
22 Porque nada há encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz
23 Se alguém tem ouvidos para ouvir, que ouça.
23 Se alguém tem ouvidos para ouvir, que ouça.
24 Ele prosseguiu: Atendei ao que ouvis: com a medida com que medirdes, vos medirão a vós, e ainda se vos acrescentará.
24 E disse-lhes: Atendei ao que ides ouvir. Com a medida com que medirdes vos medirão a vós, e ser-vos-á ainda acrescentada.
25 Pois, ao que tem, se lhe dará; e ao que não tem, se lhe tirará até o que tem.
25 Porque ao que tem, ser-lhe-á dado; e, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.
26 Dizia também: O Reino de Deus é como um homem que lança a semente à terra.
26 E dizia: O Reino de Deus é assim como se um homem lançasse semente à terra,
27 Dorme, levanta-se, de noite e de dia, e a semente brota e cresce, sem ele o perceber.
27 e dormisse, e se levantasse de noite ou de dia, e a semente brotasse e crescesse, não sabendo ele como.
28 Pois a terra por si mesma produz, primeiro a planta, depois a espiga e, por último, o grão abundante na espiga.
28 Porque a terra por si mesma frutifica; primeiro, a erva, depois, a espiga, e, por último, o grão cheio na espiga.
29 Quando o fruto amadurece, ele mete-lhe a foice, porque é chegada a colheita.
29 E, quando foice, porque está chegada a ceifa.
30 Dizia ele: A quem compararemos o Reino de Deus? Ou com que parábola o representaremos?
30 E dizia: A que assemelharemos o Reino de Deus? Ou com que parábola o representaremos?
31 É como o grão de mostarda que, quando é semeado, é a menor de todas as sementes.
31 É como um grão de mostarda, que, quando se semeia na terra, é a menor de todas as sementes que há na terra;
32 Mas, depois de semeado, cresce, torna-se maior que todas as hortaliças e estende de tal modo os seus ramos, que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra.
32 mas, tendo sido semeado, cresce, e faz-se a maior de todas as hortaliças, e cria grandes ramos, de tal maneira que as aves do céu podem aninhar-se debaixo da sua sombra.
33 Era por meio de numerosas parábolas desse gênero que ele lhes anunciava a palavra, conforme eram capazes de compreender.
33 E com muitas parábolas tais lhes dirigia a palavra, segundo o que podiam compreender.
34 E não lhes falava, a não ser em parábolas; a sós, porém, explicava tudo a seus discípulos.
34 E sem parábolas nunca lhes falava, porém tudo declarava em particular aos seus discípulos.
35 À tarde daquele dia, disse-lhes: Passemos para o outro lado.
35 E, naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes: Passemos para a outra margem.
36 Deixando o povo, levaram-no consigo na barca, assim como ele estava. Outras embarcações o escoltavam.
36 E eles, deixando a multidão, o levaram consigo, assim como estava, no barco; e havia também com ele outros barquinhos.
37 Nisto surgiu uma grande tormenta e lançava as ondas dentro da barca, de modo que ela já se enchia de água.
37 E levantou-se grande temporal de vento, e subiam as ondas por cima do barco, de maneira que já se enchia de água.
38 Jesus achava-se na popa, dormindo sobre um travesseiro. Eles acordaram-no e disseram-lhe: Mestre, não te importa que pereçamos?
38 E ele estava na popa dormindo sobre uma almofada; e despertaram-no, dizendo-lhe: Mestre, não te importa que pereçamos?
39 E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Silêncio! Cala-te! E cessou o vento e seguiu-se grande bonança.
39 E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança.
40 Ele disse-lhes: Como sois medrosos! Ainda não tendes fé?
40 E disse-lhes: Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes fé?
41 Eles ficaram penetrados de grande temor e cochichavam entre si: Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?
41 E sentiram um grande temor e diziam uns aos outros: Mas quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?

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