Habacuque 1
Nova Almeida Atualizada (NAA, 2017) vs VC
1 Sentença revelada ao profeta Habacuque.
1 Oráculo recebido em visão pelo profeta Habucuc.
2 Até quando, Senhor , clamarei pedindo ajuda, e tu não me ouvirás? Até quando gritarei: “Violência!”, e tu não salvarás?
2 Até quando, Senhor, implorarei sem que escuteis? Até quando vos clamarei: Violência!, sem que venhais em socorro?
3 Por que me fazes ver a iniquidade? Por que toleras a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há litígios e surgem discórdias.
3 Por que me mostrais o espetáculo da iniqüidade, e contemplais vós mesmo essa desgraça? Só vejo diante de mim opressão e violência, nada mais que discórdias e contendas,
4 Por isso, a lei se afrouxa e a justiça nunca se manifesta. Porque os ímpios cercam os justos, e assim a justiça é torcida.
4 porque a lei se acha desacreditada, e não se vê mais a justiça; porque o ímpio cerca o justo, e a eqüidade encontra-se falseada.
5 “Olhem entre as nações e vejam; fiquem maravilhados e admirados. Porque, no tempo de vocês, eu realizo obra tal que vocês não acreditarão se alguém lhes contar.
5 Olhai para as nações e vede. Ficareis assombrados, pasmos, porque vou realizar em vossos dias uma obra, que não acreditaríeis, se vo-la contassem.
6 Pois eis que trago os caldeus, nação cruel e impetuosa, que marcham pela largura da terra, para apoderar-se de moradas que não são suas.
6 Vou suscitar os caldeus, esse povo feroz e impetuoso, que se espalha através de vastas extensões de terra, para se apoderar de moradas que não são suas.
7 Eles são pavorosos e terríveis; fazem as suas próprias leis e impõem a sua dignidade.
7 Ele é terrível e temível, dele próprio procedem seu direito e sua grandeza.
8 Os seus cavalos são mais ligeiros do que os leopardos, mais ferozes do que os lobos ao anoitecer. Os seus cavaleiros se espalham por toda parte; sim, os seus cavaleiros chegam de longe, voam como a águia que se precipita para devorar.
8 Seus cavalos são mais ligeiros que as panteras, mais ágeis que os lobos da noite. Seus cavaleiros precipitam-se; eles vêm de longe, e voam como águia que se atira sobre a presa.
9 Eles todos vêm para fazer violência. Estão determinados a seguir em frente. Reúnem os cativos como se ajunta areia.
9 Todos correm para a violência, olhos fixos diante de si; amontoam cativos como grãos de areia.
10 Zombam dos reis; os príncipes são motivo de riso para eles. Riem de todas as fortalezas, porque, amontoando terra, as conquistam.
10 Esse povo zomba dos reis, os príncipes são o objeto de seus gracejos; ele se ri de todas as fortalezas: levanta montões de terra e toma-as.
11 Então passam como passa o vento e seguem adiante. Tornam-se culpados estes cujo deus é a própria força.”
11 Depois o furacão muda de rumo e passa, pratica o mal, ele, cujo deus é a força.
12 Não és tu desde a eternidade, ó ó meu Santo? Não morreremos. Ó para executar juízo; tu, ó Rocha, o estabeleceste para servir de disciplina.
12 Não sois vós, Senhor, desde o princípio, o meu Deus, o meu Santo, o Imortal? Senhor, vós destinastes este povo para fazer justiça, o Rochedo, vós o designastes para aplicar castigos.
13 Tu és tão puro de olhos, que não podes suportar o mal nem tolerar a opressão. Por que, então, toleras os traidores e te calas quando os perversos devoram aqueles que são mais justos do que eles?
13 Vossos olhos são por demais puros para verem o mal, não podeis contemplar o sofrimento. Por que olharíeis os ímpios e vos calaríeis, enquanto o malvado devora o justo?
14 Por que tratas as pessoas como se fossem peixes do mar, como se fossem animais que rastejam, que não têm quem os governe?
14 Trataríeis os homens como os peixes do mar, como os répteis que não têm dono...
15 O inimigo pesca todos com o anzol, apanha-os na sua rede e os ajunta na sua rede de arrastão; então ele se alegra e fica contente.
15 Ele pesca todos com o anzol, pega-os no covo, e recolhe-os na rede: e com isso se alegra e exulta.
16 Por isso, ele oferece sacrifício à sua rede e queima incenso à sua rede de arrastão, pois é por meio delas que aumentou as suas riquezas e tem abundância de comida.
16 Por isso, oferece sacrifícios à sua nassa, e queima perfumes à sua rede porque, graças a elas, teve pesca abundante e suculento manjar.
17 Mas será que ele continuará a esvaziar a sua rede? Será que continuará a matar os povos sem dó nem piedade?
17 Mas, continuará ele a esvaziar sua rede, e a degolar impiedosamente as nações?
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